Centro Cultural Fiesp (reforma)
 (fonte: livro Paulo mendes da Rocha - Cosac)
VIVA PAULO MENDES!!!
Escrito por la bavarde às 19h55
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viver a cidade
Saio da estação do metrô e dou de cara com o centro cultural FIESP sob o prédio da mesma. Chove muito! "it's pouring rain"... paro, encosto no pilar, acendo um cigarro... Adoro olhar as pessoas subindo e descendo, conversando, pedindo, segurando, esperando...
Ah... adoro o burburinho da metrópole.
para um hippie que vende pulseirinha na Paulista, me pede um cigarro. eu digo que não tenho... tinha, mas não queria dar... e daí?
A mulher gigante do Brecheret, bem na minha frente também está lá, fugindo da chuva e observando tudo do alto.
resolvo entrar na mostra dos 100 anos da Pinacoteca. Gosto de umas 3 ou 4 obras... eu sei que essa e aquela são importantes, pertencem ao tal movimento, etc... mas percebo que eu gosto da teoria e da história pela teoria e pela história... ali, no vamos ver... eu gosto mesmo é de umas 3 ou 4...
engraçado esse negócio... sensações vs. saber, conhecer, catalogar... ainda não sei onde está o encontro entre as coisas do espírito, do saber e as dos sentimentos. nem sei se elas se encontram em algum lugar, enfim...
saio. desço as escadas metálicas. paro de novo sob o pilar. dou mais uma olhadinha para a mulher estátua e desvio o olhar para a estrutura metálica branca, que flutua sob o predião de concreto... suspiro... adoro...
agora já não tenho mais desculpa para não enfrentar a chuva...
abro o guarda-chuva e vou... a água se instalando entre o pé e a sandália, já não incomoda tanto... o sentimento de culpa por sentir medo e apertar o passo, quando passo pelo mendigo, me invade... queria que o mundo não fosse assim.
vou descendo a rua. os carros subindo... que bom que estou a pé!
cheguei. vou tirar a sandália molhada e secar o pé... acendo um cigarro e os pensamentos no lugar...
Amo viver a cidade.
Escrito por la bavarde às 19h28
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Timor-Lorosae
(fonte: www.timor-ofilme.com)
Esse documentário, de Lucélia Santos, trata um dos episódios mais tristes e cruéis do século XX, que foi o massacre do povo Maubere pela Indonésia, na ilha de Timor Leste.
É chocante, é forte... explícito. Se misturam cenas de sofrimento profundo a cenas de violência profunda a entrevistas que revelam um luto profundo.
Tudo o que o filme retrata e o que ele produz em você é profundo.
Medo... e acima de tudo, uma tristeza que revira as víceras...
Daí, vem a questão: Por quê assistir a esse filme, então?
Porque essa gente viveu isso de verdade. Porque fingir que não aconteceu não vai fazer desacontecer...
E se não podemos fazer nada por eles, podemos, sim, ser testemunhas da sua triste história...
E porque, não se encontram as mais altas aspirações no coração do Homem, somente ao se deparar com as coisas Belas...
É surpreendente como uma experiência tão desesperançosa, pode no fim das contas, inflamar nada mais do que uma profunda humanidade e esperança dentro de nós.
Escrito por la bavarde às 15h29
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semelhança?
 Fonte: Google Imagens
"Gostamos tanto de nos consolar...
Sim, agora nos consolamos de vez, consolamo-nos com nós mesmos. Vá lá que ao redor de nós, mesmo agora, nem tudo esteja muito bonito; em compensação, nós mesmos somos tão belos, tão civilizados, tão europeus que o povo tem até náuseas de nos olhar. Atualmente, o povo já nos considera de todo estrangeiros e não compreende uma palavra, um livro, um pensamento nosso, e isto, digam o que quiserem, é progresso. Agora, já desprezamos tão profundamente o povo e os princípios populares que até o tratamos com certa repugnância nova e insólita, que não existiu nem mesmo nos tempos dos nossos Monbazon e de Rohan, e isto, digam o que quiserem, é progresso. Em compensação, quão convencidos estamos agora da nossa vocação civilizadora, quão do alto resolvemos os problemas, e que problemas: não há solo, não há povo, a nacionalidade é apenas um determinado sistema de impostos, a alma, uma tábula rasa, uma cerinha com a qual se pode imediatamente moldar um homem verdadeiro, um homem geral universal, um homúnculo: basta para isto aplicar os frutos da civilização européia e ler dois ou três livros. Em compensação, como estamos tranqüilos, grandiosamente tranqüilos, porque não duvidamos de nada e tudo resolvemos e assinamos."
(F. Dostoiévski - 2000 - Notas de Inverno sobre Impressões de Verão, p.95-96)
Alguma semelhança entre a Rússia pré-Industrial e o Brasil do século XXI?
Escrito por la bavarde às 19h04
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metrópole

qual é a lógica de se amontoar gente?
Escrito por la bavarde às 16h47
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minha graça
é pura graça ter alguém na vida, com quem dividir algumas horas, traz uma alegria tão profunda e tão leve, tão gostosa, tão gostosa... que todos os caminhos parecem abertos, nada mais parece um obstáculo...
tudo é lindo... você é lindo!
Escrito por la bavarde às 14h33
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pompidou

Escrito por la bavarde às 00h11
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macba

Escrito por la bavarde às 00h01
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beatles
"living is easy with eyes closed, misunderstanding what you see...
it's getting hard to be someone, but it all works out...
it doesn't matter much to me..."
(strawberry fields forever - the beatles)
Escrito por la bavarde às 21h59
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vazio ou paz ?

Escrito por la chatte às 16h58
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vazios
Cada vez que se deparava com uma delas, tinha mais certeza...
- Elas não têm nada a ver comigo!!!
espalhafatosa, superficial, vazia... Eu???
definitivamente NÃO.
mas havia ali um padrão, ah... isso havia, no qual não se encaixava. mesmo.
mas então Por quê eu?
sei lá...
O engraçado era pensar que, de certa forma, suas imagens se prestavam a personificar um pouco o vazio, que as vezes, eu sinto ao seu lado...
Escrito por la chatte às 15h59
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