é como se tivessem lhe enfiado uma faca no estômago,
e quanto mais se contorcia, quanto mais os olhos se esbugalhavam,
mais enfiavam e giravam...
tentou lutar, mas se sentia fraca, e ao mesmo tempo superior...
não valia a pena. mostrá-los o quê? que estavam errados?... hahahahaha...
não eram do tipo que percebem quando estão errados.
desistiu de lutar. não foi. pensou: hoje eu não vou!
até que sobrou somente a dor. literalmente, um buraco no estômago...
foi tomada de um ódio profundo, que não ousava exprimir...
queria que doesse neles também. mas ali, naquele instante, parecia tão insignificante, que mesmo a maior ofensa, não parecia capaz de machucá-los... nunca.
chorou, as lágrimas eram inevitáveis...
enquanto isso, saíam sem lhe pedir perdão.
Escrito por la bavarde às 19h18
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