o valor do espaço urbano
"Dentre os casos de destruição voluntária do legado que a história nos deixou, o mais macroscópico é o da cidade. Como espaço da vida comunitária, o espaço urbano é sem dúvida um bem público, cuja privatização é tão repugnante, no plano moral, quanto a privatização do ar que respiramos. Todavia, o espaço urbano em geral é privado e objeto de especulação. O mau urbanismo e a má arquitetura do nosso tempo devem-se ao fato de que os construtores não constroem para lucrar com a construção (como seria correto), mas para especular com o terreno - o que é um caso típico de uma economia privatizante que tem como resultado a não produção da arquitetura estéticamente intencionada. É por serem as construções especulativas irremediávelmente destituídas de valor estético que a cultura do nosso tempo vê-se obrigada a admitir aquilo que, do ponto de vista lógico, é um simples absurdo: a distinção entre "centro histórico" e periferias, quantitativamente enormes mas destituídas de toda qualidade, quer no plano do valor estético, quer no documento histórico. Pode-se deduzir daí que a falta de valor se verifica onde o valor é identificado como preço e a utilidade social, confundida com o lucro privado."
(Argan - p. 88-89)

Escrito por la bavarde às 13h24
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Ray
(Sao Paolo)
 (Rio)
Escrito por la bavarde às 23h43
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tranquilidade
"Estava claro que não era hora de tomar-se de melancolia, de ficar sofrendo passivamente só de pensar que as questões não tinham solução, mas de fazer alguma coisa sem falta e já, o mais rápido possível. Precisava decidir-se a qualquer custo, fosse lá pelo que fosse, ou...
Ou renunciar totalmente à vida! (...) aceitar docilmente o destino como ele é, de uma vez por todas, e sufocar tudo em mim, abrindo mão de qualquer direito de agir, viver e amar!"
(F. Dostoiévski - p.61)
Escrito por la bavarde às 15h37
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Escrito por la bavarde às 15h33
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Escrito por la bavarde às 15h32
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Escrito por la bavarde às 15h29
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"pobreza não é defeito, e isto é uma verdade. Sei ainda mais que bebedeira não é virtude. Mas miséria, meu caro senhor, a miséria é defeito. Na pobreza o senhor ainda preserva a nobreza dos sentimentos inatos, já na miséria ninguém o consegue, e nunca. Por estar na miséria um indivíduo não é nem expulso a pauladas, mas varrido do convívio humano a vassouradas para que a coisa seja mais ofensiva; o que é justo, porque na miséria eu sou o primeiro a estar pronto para ofender a mim mesmo."
(F. Dostoiévski - p.30)
Escrito por la bavarde às 15h28
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Escrito por la bavarde às 23h07
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sim, era. a festa era sim pra ela. era dela, mesmo.
mas parece que a coisa cismou em sair do avesso. tudo que ela imaginou, não aconteceu.
e nem assim, ela percebeu que o que estava errado, era o fato de que ela não havia compreendido o intuito de tudo aquilo. o que estava sendo comemorado, e quem deveria estar comemorando com ela...
ela confundiu tudo.
e não percebeu que quem estava mais feliz por ela, não estava feliz naquele dia. e não estava feliz, justo por causa dela.
ligou para expiar sua culpa. mas não conseguiu se desculpar, porque não entendeu a dor que lhes causou.
todos os esforços deles, naquela noite, não pareceram mais do que uma mera obrigação, pois nas comemorações dela, não se esboçou qualquer sinal de gratidão.
Escrito por la bavarde às 22h59
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